11 agosto 2024

I want to ride my bicycle
I want to ride my bike.
I want to ride my bicycle
I want to ride where I like

Bicycle Race (Jazz, 1978)
Queen

27 abril 2024

Es muss sein: ler

‘- Que estás a fazer?
- Como assim, que estou a fazer? A ler, não? - respondeu ela, como se nada fosse.
- Sim, precisamente, porque te puseste a fazer isso logo agora?
- De repente, deu-me vontade de ler.
Ela mantinha os olhos fixos no livro. Talvez fosse a sua maneira de se subtrair à realidade.’

Uma noite na livraria Morisaki, Satoshi Yagisawa, Editorial Presença

30 março 2024

‘No cabeço, com o livro a queimar-me as mãos, eu senti que não tinha forças para ser melhor. Só sabia seguir por inércia o que a vida me colocava diante.’

A Desumanização, Valter Hugo Mãe, Porto Editora, 2013

21 março 2024

O meu querido aforismo ou o meu possível epitáfio

Melhor do que a perfeição, só o sentido de humor.

07 novembro 2023

Constato, não sei se com espanto, mas certamente horrorizada, que a minha categoria de filmes no film in é ‘filmes de conforto’. É assustador vermo-nos encaixados, reduzidos, simplificados a a uma categoria. Pensei que uma das vantagens de uma plataforma de filmes de qualidade em streaming, era poder enfim evitar categorias. Estava enganada. Encaixo na categoria ‘filmes de conforto’. Lá estão as Mulherzinhas, que eu adorava, quando era eu própria e até tão tarde era ainda uma mulherzinha e que ainda me traz boas recordações. Lá estão tantos outros. Não os vi, mas lá devem estar os filmes do Wim Wenders e tantos dos filmes sobre os quais já escrevi aqui. Categoria ‘filmes de conforto’. Não sei se pertenço a esta categoria por procurar constantemente a beleza e a poesia no dia-a-dia ou se por estar num estado de permanente negação.

21 setembro 2023

Vi o filme O Estado das Coisas, do Wim Wenders (1982). Lindo. Adorei. Comoveu-me que Lisboa e Sintra no filme sejam ainda a Lisboa e a Sintra da minha infância, entretanto quase perdida para os turistas e para os nómadas digitais. O filme é todo lindíssimo, não só pelas imagens belíssimas, mas também por aquela súbita e forçada paragem no tempo, que obriga os personagens, cada um à sua maneira, a matar lentamente o tempo. Que bonito a intimidade com que esse 'matar o tempo' está filmada. Bonito também e tenso é o pressentimento de fatalidade que paira durante todo o filme no ar. Em defesa do seu filme, da beleza das filmagens a preto e branco, da sua história, dos actores que contratou, está o realizador. Só ele não desiste. Só ele é capaz de atravessar um oceano e enfrentar o perigo para encontrar o produtor desaparecido e, assim, poder finalmente terminar o seu filme. Por fim, um desfecho magnífico. Na cena final, o realizador a empunhar a câmara de filmar como uma arma contra um assassino não visível, fez-me lembrar a Rainha Dona Amélia a bater no regicida com o ramo de flores. Trágico. Belo. Obrigada, Wim Wenders, por estes e tantos outros filmes, entre os primeiros da minha lista infindável de filmes preferidos.





28 julho 2023

O meu Es muss sein 

Ler
Escrever
Ser mãe, mulher, irmã, filha
Dormir

Não necessariamente por esta ordem.