29 outubro 2014

Recentemente vistos... Dez minutos de cada vez!

Bekas, de Karzen Kader (2012). Foi inicialmente uma curta-metragem. O realizador nasceu no Curdistão e emigrou durante a infância com a família para o Iraque. Gostei muito mesmo.
Ilo Ilo, de Anthony Chan, natural de Singapura (2013). Gostei bastante.
Noah, de Darren Aronofsky (2014). Gostei de algumas partes mas não é o meu tipo de filme e de forma geral achei-o aborrecido.

03 outubro 2014

Saber perdoar...

'I was a little boy and somebody made a shitty latch. That's what I think. That's what I think about the whole thing, OK? And I'm not gonna take those drugs anymore, because they have left me completely fucking numb. I have felt so fucking numb to everything I have experienced in my life, OK? And for that... for that I'm here to forgive you.’ in Garden State de Zach Braff (2004)
Nem acredito que te encontrei...

21 setembro 2014

Mas contento-me com uma imensidão de beijinhos e abraços

Às vezes tenho tanta vontade de me fundir com o meu filho que só me apetece engoli-lo.

10 setembro 2014

Com a quantidade de animais que mostramos às crianças, não admira que todos cresçamos com o sonho de trabalhar para a National Geographic...

04 setembro 2014

Após um mês ausente, a minha empregada regressou. Estou quase a chorar de felicidade.

07 agosto 2014

Três meses

Dizem que os bebés têm dificuldade, nos primeiros meses, em perceber que já não fazem parte da mãe. Não sei como percepcionou o nosso filho até agora o seu corpo e o meu, a sua existência e a minha. Eu sei que tive dificuldade em perceber que ele já não fazia parte de mim. Do ponto de vista psicológico, claro, mas também, e até de forma pertubadoramente concreta, do ponto de vista físico. Ele no meu colo e eu com dificuldade em perceber se a barriga a fazer barulho era a dele - ou seria a minha? O suor entre nós - a quem pertenceu? A dor dele no primeiro mês foi também a minha. A alegria dele, a minha. Uma ilha paradisíaca? Não, provavelmente usaria outra metáfora. Os salteadores da arca perdida. Uma aventura extraordinária. Tumultuoso, entusiasmante, caótico. Avassalador. Emoções muito intensas. Muito variadas. Muitas dúvidas. Um amor por ele e por ti que rebenta neste meu coração pequeno, tão pouco habituado a amar... até agora. Tudo diferente. Tudo novo. Algumas lágrimas. Muitas de felicidade. Muitas de cansaço. Saudades de ser mais egoísta. Correção: saudades de poder ser mais egoísta. Precisar do meu espaço. Já não saber como entretê-lo. Tantas saudades do seu calor e do seu peso junto ao meu peito ao final de duas horas no colo do pai aos sábados de manhã. O verdadeiro medo da morte. Não poder morrer sem antes o ver crescido, ele próprio com filhos e netos. E, por fim, ou no início de tudo, a sensação de ter feito algo verdadeiramente mágico. Contigo. Sem varinha. Só com amor. Feliz primeiros três meses de vida, meu amor.